Eficiência Hídrica em Espaços Públicos
simulação de reuso de águas pluviais na Praça Getúlio Vargas, Campo Mourão – PR, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.47842/juts.v8i1.81Palavras-chave:
Reuso de Água Pluvial, Sustentabilidade Urbana, Simulação Hidrológica, Gestão Hídrica, Espaços PúblicosResumo
Este estudo avaliou a viabilidade do aproveitamento de águas pluviais para fins não potáveis em espaços públicos urbanos, tomando como estudo de caso a Praça Getúlio Vargas, em Campo Mourão/PR. O trabalho teve como objetivo principal propor uma solução sustentável para suprir demandas como irrigação de jardins, limpeza de pavimentos e abastecimento de chafariz ornamental, utilizando como base a metodologia da NBR 15.527 (2007). Foram quantificados os volumes demandados e analisada a série histórica de precipitação (1996–2016), por meio da estação pluviométrica “Rio da Vargen/Mourão”. A simulação hidrológica considerou três cenários de reservação (50 m³, 100 m³ e 150 m³), avaliandose parâmetros como eficiência, índice de confiança, dias atendidos e volume de overflow. Os resultados demonstraram que, embora o volume total de água precipitada (46.485,92m³) seja levemente superior à demanda estimada (42.349,44 m³), nenhum dos reservatórios testados atingiu o índice de confiança recomendado (90% a 99%). Constatou se que o aumento da capacidade de reservação gera ganhos marginais decrescentes, sendo mais eficiente, do ponto de vista técnico e econômico, a ampliação da área de captação. O estudo contribui tecnicamente ao aplicar simulação hidrológica em contexto urbano, subsidiando políticas públicas de gestão hídrica descentralizada e sustentável.
Downloads
Referências
ANA. Atlas da irrigação: uso da água na agricultura irrigada. Brasília, DF: ANA, 2020. Disponível em: https://l1nk.dev/Hrm03. Acesso em: 15 ago. 2025.
ABNT. NBR 15527: água de chuva – aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis - Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2007.
BONELLI, M. Década 2010-2015: Parque Madureira: ambientalmente correto reutiliza água de chuva. Revista SEAERJ Hoje, Rio de Janeiro, n. 25, p. 24-25, jul. 2015. Disponível em: https://bit.ly/2YoueQt. Acesso em: 18 jun. 2025.
BONETE, C. Após mais de 50 anos, Estação Climatológica é desativada em CM. Tásabendo, 21 maio 2018. Disponível em: https://tasabendo.com.br/geral/apos-mais-de-50-anos-estacaoclimatologica-e-desativada-em-cm/. Acesso em: 15 set. 2025.
BOTARI, J. C.; BOTARI, A.; BERTONHA, A. Aproveitamento de água da chuva para fins não potáveis em residência unifamiliar popular: Uma proposta para a região Metropolitana de Umuarama–Noroeste do Paraná. In: SAFETY, HEALTH AND ENVIRONMENT WORLD CONGRESS, 15., 2015, Porto. Anais […]. Porto: [s. n.], 2015. p. 316-321. Disponível em: https://bit.ly/2LpoDp9. Acesso em: 23 jun. 2025.
BRASIL. Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Sistema Nacional de Informações sobre saneamento: diagnóstico dos serviços de água e esgotos – 2013. Brasília: SNSA/MCIDADES, 2014. 181 p. Disponível em: https://l1nk.dev/2SHFV. Acesso em: 9 set. 2025.
BRASIL. Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Diagnóstico temático serviços de água e esgoto: visão geral. Ano de referência 2022. Brasília: Ministério das Cidades, dez. 2023. Disponível em: https://l1nk.dev/2SHFV. Acesso em: 9 set. 2025.
CAMPO MOURÃO. Prefeitura Municipal. Clima. Campo Mourão, 2023. Disponível em: https://bit.ly/2XbzNFj. Acesso em: 15 jun. 2023.
CARDIM, R. Paisagismo sustentável para o Brasil: Integrando natureza e humanidade no século XXI. São Paulo: Editora Olhares, 2022.
COSTA, R. R. K. Análise de emissários da galeria de águas pluviais contribuintes do Rio do Campo na região central do município de Campo Mourão, Paraná. 2016. 52 f. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em engenharia civil) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Campo Mourão, 2017.
CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS. Resolução nº 54, de 28 de novembro de 2005. Estabelece critérios gerais para reuso de água potável. Estabelece modalidades, diretrizes e critérios gerais para a prática de reuso direito não potável de água, e dá outras providências. Brasília, DF: CNHR, 2005.
GUARNIERI, R. Parque Chico Mendes tem reaproveitamento de água de chuva. Itu: Prefeitura da Itu, 06 de novembro de 2024. Disponível em: https://bit.ly/2ZJ9OSm. Acesso em: 15 jun. 2025.
GHISI, E.; FERREIRA, D. F. Potential for potable water savings by using rainwater and greywater in a multi-storey residential building in southern Brazil. Building and Environment, [s. l.], v. 42, p. 2512–2522, 2007. DOI: https://doi.org/10.1016/j.buildenv.2006.07.019
HERRMANN, Thilo; SCHMIDA, Uwe. Rainwater utilisation in Germany: efficiency, dimensioning, hydraulic and environmental aspects. Urban Water, [s. l.], v. 1, n. 4, p. 307–316. 2000. Disponível em: https://encr.pw/IBcCe. Acesso em: 15 ago. 2025. DOI: https://doi.org/10.1016/S1462-0758(00)00024-8 DOI: https://doi.org/10.1016/S1462-0758(00)00024-8
HOWARD, Guy; BARTRAM, Jamie; WILLIAMS, Ashley; OVERBO, Alycia; FUENTE, David; GEERE, Jo-Anne. Domestic water quantity, service level and health. 2. ed. Geneva: World Health Organization, 2020. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/67884. Acesso em: 18 set. 2025.
MARINOSKI, Ana Kelly; GHISI, Enedir. Aproveitamento de água pluvial para usos não potáveis em instituição de ensino: estudo de caso em Florianópolis – SC. Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 8, n. 2, p. 67–84, abr./jun. 2008. Disponível em: https://l1nq.com/hzTbP. Acesso em: 15 ago. 2025
MORAIS, D. A importância do reuso da água. Portal Saneamento Básico, 29 de março de 2016. Disponível em: https://bit.ly/2JmrXPt. Acesso em: 12 jun. 2024.
NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Até 2030 planeta pode enfrentar déficit de água de até 40%, alerta relatório da ONU. ONU Brasil, 22 mar. 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/ptbr/68965-at%C3%A9-2030-planeta-pode-enfrentar-d%C3%A9ficit-de-%C3%A1gua-deat%C3%A9-40-alerta-relat%C3%B3rio-da-onu. Acesso em: 15 ago. 2025.
ONU. Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Nova Iorque: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/sites/default/files/2020-09/agenda2030-ptbr.pdf. Acesso em: 18 set.2025.
RODRIGUES, A. M.; FORMIGA, K. T. M.; MILOGRANA, J. “Integrated systems for rainwater harvesting and greywater reuse: a systematic review of urban water management strategies.” Water Supply, [s. l.], v. 23, n. 10, p. 4112-4125, 2023. DOI: http://doi.org/10.2166/ws.2023.240 DOI: https://doi.org/10.2166/ws.2023.240
SANEPAR. Consumos Potenciais. Curitiba, 2025. Disponível em: https://bit.ly/2LaufVD. Acesso em: 23 jun. 2025.
SANTOS, C.; TAVEIRA-PINTO, F. Analysis of rainwater tank sizing methods suggested by the Brazilian Technical Standard NBR 15527:2007. Resources, Conservation and Recycling, [s. l.], v. 71, p. 1-6, 2013. https://doi.org/10.1016/j.resconrec.2012.11.004 DOI: https://doi.org/10.1016/j.resconrec.2012.11.004
SOUZA, E. L.; GHISI, E. Potable Water Savings by Using Rainwater for Non-Potable Uses in Houses. Water, [s. l.], v. 4, n. 3, p. 607-628, 2012. DOI: http://doi.org/10.3390/w4030607. DOI: https://doi.org/10.3390/w4030607
SOUZA FILHO, J. D. V. de; SILVA, B. E. S. M. E; SOUSA, L. V. A. de; CAVALCANTE, M. E. P.; CARACAS, C. V. G. Reuso de água na construção sustentável. Engenharia & Ação, Fortaleza, v. 3, n. 1, p. 1-10. 2025. Disponível em: https://periodicos.uniateneu.edu.br/index.php/revistaEeA/article/view/794. Acesso em: 17 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.71136/rea.v3i1.794
TOMAZ, P. Aproveitamento de água de chuva de telhados em áreas urbanas para fins não potáveis. Diretrizes básicas para um projeto. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CAPTAÇÃO E MANEJO DE ÁGUA DA CHUVA, 6., 2007, Belo Horizonte. Anais [...]. Belo Horizonte: [s. n.], 2007, p. 1-24.
TOMAZ, Plínio. Aproveitamento de água de chuva para áreas urbanas e fins não potáveis. 4. ed. São Paulo: Navegar Editora, 2011.
TUCCI, Carlos E. M.; HESPANHOL, Ivanildo; CORDEIRO NETTO, Oscar de M. Gestão da água no Brasil. Brasília: Unesco, 2001.
UNESCO. Relatório mundial das Nações Unidas sobre desenvolvimento dos recursos hídricos 2021: o valor da água; fatos e dados. Paris: UNESCO, 2021. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000375751_por. Acesso em: 23 set. 2025.
WWAP; UN-Water. The United Nations World Water Development Report 2018: NatureBased Solutions for Water. Paris, UNESCO.
VALLE, T. R. do. Como realizar a manutenção e limpeza dos pisos intertravados. Curitiba, 20 jun. 2015. Disponível em: https://bit.ly/2KErpHG. Acesso em: 3 jun. 2025.
VIEIRA, D. L. M.; ALVES; G. M.; ALVES; C. E. S. Estudo da viabilidade do uso da água da chuva em lava rápido. In: Encontro Internacional de Produção Científica CESUMAR, 8., 2013, Maringá. Anais [...]. Maringá: [s. n.], 2013, p. 1-9. Disponível em: https://bit.ly/2FAMSgh. Acesso em: 2 jun. 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Anderson Franciscon

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
- O(s) autor(es) autoriza(m) a publicação do artigo na revista;
O(s) autor(es) autoriza(m) a publicação do texto na da revista;
O(s) autor(es) garantem que a contribuição é original e inédita e que não está em processo de avaliação em outra(s) revista(s);
A revista não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es);
É reservado aos editores o direito de proceder a ajustes textuais e de adequação às normas da publicação.
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre)








