Poluição por microplástico e Agenda 2030: análise quali-quantitativa e caracterização espacial na Praia Tupi, Praia Grande – SP
DOI:
https://doi.org/10.47842/juts.v8i1.86Palavras-chave:
Plástico, Pellet, Resíduos Sólidos, ODSResumo
Objetivo: Identificar a presença de plástico, diferenciando por tamanho, na areia da Praia Tupi, uma praia urbana no município de Praia Grande, São Paulo. Adicionalmente, identificar os potenciais impactos socioambientais e a relação com a Agenda 2030. Método: Foram coletadas 21 amostras de areia em três faixas da praia, analisadas em laboratório com auxílio de uma peneira para identificação de pequenos fragmentos plásticos. Foi realizada uma matriz de impacto e avaliada a relação com a Agenda 2030. Resultados e conclusão: O plástico foi encontrado em todas as amostras, representando 97% dos resíduos. Foram identificados microplásticos (82%), mesoplásticos (10%) e macroplásticos (7%). A maior quantidade de microplásticos foi encontrada na face da praia, na linha da maré alta. Entre os microplásticos, 5,5% eram pellets, indicando que há fontes de resíduos que não sejam o turismo. Foram identificados potenciais impactos ambientais, sociais e econômicos, alguns de caráter irreversível, e uma forte relação com a Agenda 2030, apesar da lacuna de indicadores oficiais. Implicações da pesquisa: subsídio para gestão costeira municipal, com a formulação de planos municipais de resíduos e políticas públicas, integrando ações preventivas. Originalidade/valor: Integração entre a análise de resíduos e a Agenda 2030, com conexões com quatro ODS e a identificação de lacunas nos indicadores oficiais; caracterização de resíduos em uma praia urbana, contribuindo para a caracterização da costa brasileira, com a quantificação de diferentes tamanhos de plástico; evidência empírica de que a limpeza mecânica não elimina os microplásticos.
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